sábado, 29 de setembro de 2012

Estudo do Evangelho de Marcos - CAPITULO 4


Estudo do Evangelho de Marcos - CAPITULO 4

Estudo do Evangelho de Marcos - CAPITULO 4

4,1-20 – Parábola do Semeador

A Parábola do Semeador está devidamente explicada em Mc 4,14-20, uma única observação nos chama a atenção, Jesus começa a contá-la com uma exclamação: “Ouvi!”, parece que as pessoas não estavam muito atentas ao que ele tinha a ensinar, não muito diferente do que acontece hoje em nossas missas e reuniões, onde as vezes é preciso pedir silêncio para que a mensagem possa ser transmitida.

Com relação aos versículos 11-12, a idéia que se tem é que Jesus deseja a condenação de parte da população, chega a ser danoso o modo como ele fala, somos levados a supor que existem nessas palavras muito ódio e rancor, o final chega a ser medonho: “... para que não se convertam e não sejam perdoados”.

 
Para elucidar esse emaranhado de suposições a primeira coisa que devemos ter como certeza absoluta é o fato de que Jesus quer a salvação de todos, “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10). Então como explicá-las?

Ao observar a leitura constatamos que uma multidão seguia Jesus, é fato, mas acontece que em determinados momentos apenas um pequeno grupo juntava-se aos 12 escolhidos pelo Messias. Agora sim ficou claro, não é Jesus que impõe a sanção, e sim a própria multidão que não reconhece Nele a pessoa de Deus, a multidão que se aglomerava acercando-se de Jesus não desejava participar de maneira ativa da Boa Nova, mas apenas buscavam respostas imediatistas para seus problemas.

Na outra ponta temos os sacerdotes e doutores da Lei que se aproximavam apenas para vigiar de perto aquele que colocava em risco todo o sistema, ou seja, em ambos os casos o projeto de Deus que veio ser realizado em nosso meio através da pessoa de Jesus estava sendo barrado.

Para o perdão dos pecados e uma plena conversão, é preciso que acreditemos na ação transformadora de Jesus, será desastroso pensar que na vida não pode haver evolução, se queremos um Evangelho vivo é preciso antes de tudo ter e exercitar a fé. Ficar de fora é não caminhar com Jesus.

4,21-25 – A Luz de Deus é para todos

Marcos apresenta Jesus como sendo a luz que veio para extinguir de uma vez por todas a escuridão que escraviza, é preciso enxergar que Deus opera seus milagres na humanidade através de nós, mas para que isso aconteça é necessário que sejamos um com Jesus.

Se alguém tem ouvidos para ouvir, que ouça” (v.23) Parece sem sentido, mas se formos analisar, tem muita gente fechando não só os ouvidos, mas também os olhos para as relevações de Deus. O autor sagrado afirma que devemos estar atentos aos sinais, para que possamos agir com os irmãos da mesma forma que Jesus.

A “medida” e o “tirar o pouco que tem”, está relacionado ao fato de muitas vezes procedermos igualzinho aos sacerdotes, impondo aos que nos rodeiam severas penalidades, exigindo uma conduta que não seguimos, e nos distanciamos da caridade e do amor fraterno. Quando nos retiramos da presença de Deus, automaticamente desligamos a luz que revela a intimidade do Criador, consequentimente as graças derorrentes desta intimidade deixam de fluir em nós, e com o passar do tempo o pouco que tinhamos dessaparece.

4,26-34 – Semear a Palavra de Deus

Quando aderimos ao projeto de Deus e permitimos ser instrumento de implantação do seu Reino, o Espírito Santo agirá través de nós, mesmo que não tenhamos completo entendimento do que está acontecendo.

Somos convidados a vivenciar a fé acreditando que uma força maior é que nos move. Temos que ter a certeza que ação nenhuma nossa, por menor que seja foi em vão, a Palavra semeada, por mimuscula que for, se transformará em uma grande graça de Deus.

4,35-41 – Jesus Senhor de tudo e de todos

Só a titulo de esclarecimento: o “Mar da Galiléia” também é conhecido como “Mar de Tiberiades” ou “Logo de Genesaré”, tem 19km de comprimento e 13km de largura.

Marcos apresenta Jesus como Senhor de tudo e de todos. “Passemos para o outro lado” (v.35). No outro lado do lago de Genesaré ficava a Decápole, um local considerado impuro pelos judeus por ser habitado por pagãos, acreditava-se que era território sob o domínio do demônio. O mar enfurecido representava para os discípulos a investida das forças do mal, diante da presença ameaçadora do poder de Deus.

Agora, estando na companhia de Jesus porque os discipulos ficam apavorados e se irritam com a tranquilidade de Jesus? Pedro e alguns outros eram pescadores, com certeza estavam acostumados a esse tipo de tempo já que era comum tempestades no lago de Genesaré. Ou não estariam? Será que antes de conhecer Jesus eles nunca tinham se aventurado a águas tão profundas? Será que Pedro e seus companheiros nunca tinham ultrapassado os 5km iniciais que era sua zona de segurança?

Acredito que temos aqui o primeiro desafio feito por Jesus a todos aqueles que desejam servir ao Reino de Deus, a necessidade de se aventurar no desconhecido tendo a certeza que o poder Daquele que acalma o mar, que subjulga os demônios, irá ser nosso porto seguro não importando onde estejamos.

Como sois medrosos! Ainda não tendes fé?” (v.40). Se prestarmos atenção, podemos observar que antes da pergunta vem uma exclamação, ou seja, Jesus fica surpreso, o espanto não vem da atitude dos discípulo, mas de notar até que ponto a alienação e o medo escraviza o ser humano.

Para sermos seguidores fieis temos que nos libertar das amaras do pecado e do preconceito. “Quem é este, a quem até o vento e o mar obedecem?” (v.41) Não devemos nos perguntar como Jesus operou o milagre, mas permitir que sejamos o canal para o milagre acontecer.

Texto: Ricardo e Marta
Revisão: Padre Rivaldo

Fontes de Pesquisa:
·         Atlas Bíblico (Wolfgang Zwicket - Ed. Paulinas)
·         Bíblia Tradução Ecumênica (Ed. Loyola)
·         Bíblia de Jerusalém (Ed. Paulinas)
·         Bíblia Sagrada Pastoral (Ed. Paulus)
·         Bíblia Ave-Maria (Ed. Ave-Maria)
·         Dicionário Bíblico (Ed. Paulus)
·         Dicionário de Símbolos (Ed. Paulus)
·         Coleção como ler (Ed. Paulus)

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